terça-feira, 30 de maio de 2017

Gatos não são pequenos cães

10:51


Gatos não são iguais aos cães e conhecer as diferenças entre eles pode ajudar seus donos a entender suas necessidades físicas e emocionais.

Historicamente, gatos receberam menos atenção na área veterinária, mas isso tem mudado nas últimas duas décadas. Há 40 anos, gatos eram comparados, anatomicamente, a pequenos cães. Pesquisas já dissiparam essa comparação, daí a frase: “gatos não são cães pequenos”.

A American Association of Feline Practitioners, fundada em 1971, ajudou a melhorar essa conscientização e permitiu avanços na pesquisa de doenças, como vírus da leucemia felina, bartonelose, hipertireoidismo felino, diabetes, linfoma felino, desordens inflamatórias intestinais, doença renal crônica, entre outras.

As faculdades de medicina veterinária já possuem especialistas em felinos que pesquisam as doenças dos gatos, suas necessidades nutricionais, além de desenvolver tratamentos que são seguros para eles, já que a sensibilidade deles a drogas, inseticidas e toxinas é diferente da dos cachorros.

Um dos mais importantes avanços nos últimos anos é a identificação das razões pelas quais os donos de gatos só os levam ao veterinário quando estão muito doentes. Pesquisas revelam que os tutores têm a percepção de que uma visita de rotina será muito traumática e 80% dos donos de gatos acreditam que seus animais ficarão saudáveis sem nenhum cuidado veterinário. Esses dois mitos estão sendo dissipados por meio da educação e implementação de práticas que melhoram a experiência clínica para os felinos. Há um movimento para criação de visitas “sem medo” e de práticas voltadas a gatos (cat-friendly) em clínicas veterinárias.

Quem tem um gato, deve procurar clínicas em que a abordagem seja amigável (cat-friendly) para reduzir a ansiedade tanto do pet quanto de seu dono. Checkups frequentes, pelo menos duas vezes ao ano, além de vacinas podem ajudar seu gato a viver mais graças à detecção precoce de fatores de risco para doenças felinas. Uma melhor nutrição, o monitoramento de doença renal e testes de urina e sangue são ferramentas valiosas para melhorar a saúde felina.

Quem tem gato sabe que esses animais são muito sensíveis. Eles são muito atentos a seu ambiente e pequenas mudanças nos horários, na casa, na colocação da caixa de areia e nas marcas de ração podem levá-los a esconder-se e a comportamentos de limpeza.


Não é incomum para gatos que vivem dentro de casa ficarem tão estressados com passeios/saídas que chegam a urinar por toda casa. Esse típico comportamento é, mais do que uma demonstração de raiva, muitas vezes é causado por uma cistite inflamatória. Assim como algumas pessoas desenvolvem úlceras gástricas quando estressadas, os gatos podem ter problemas na bexiga induzidos por estresse que levam a uma dolorosa micção com sangue. Essa condição é característica de gatos.

Os gatos são mais afetados por doença renal, hipertireoidismo e diabetes causados por dieta pobre, desordens inflamatórias intestinais, infestações de pulgas, artrite não diagnosticada, asma e cardiomiopatias. Muitas dessas condições não são diagnosticadas porque os gatos tendem a se esconder quando estão doentes. Além disso, aqueles que vivem dentro de casa dormem muitas horas por dia, então a letargia mais o fato de se esconderem acabam adiando a percepção de uma doença até dias ou semanas do início da mesma.

Outro problema frequente que afeta gatos é sua reação às drogas. Seus fígados não conseguem metabolizar alguns medicamentos para dor, como aspirina e Tylenol. Eles também podem morrer por ingestão ou aplicação tópica de muitos produtos para matar pulgas e carrapatos que são tolerados por cães. Teoricamente, por serem carnívoros (em vez de onívoros, como os cachorros), os gatos não desenvolveram a habilidade de metabolizar drogas derivadas de plantas e compostos similares.

Sendo carnívoros, os gatos têm uma necessidade maior de certos aminoácidos, como taurina e arginina. A necessidade de vitamina A também é maior que a dos cães. Os gatos não só sofrem por não conseguir a quantidade ideal de certas proteínas, mas também por receber comida altamente processada e com excesso de carboidratos.

Gatos e cães têm necessidades similares de atenção e estímulo. O sedentarismo causa artrite e obesidade. Infelizmente, os donos de gatos não sabem como quebrar os padrões que levam à inatividade ou sobrepeso. Você pode encontrar mais informações sobre a manutenção e melhoria da saúde de seu gato visitando seu veterinário e por meio de recursos online.
Alguns websites com informações confiáveis sobre felinos:

Dr. Cynthia Maro é veterinária no Ellwood Animal Hospital, na cidade de Ellwood, e no Chippewa Animal Hospital, em Chippewa.

Artigo traduzido do originalmente publicado em The Beaver County Times (https://www.timesonline.com/lifestyles/pets/dr_maro/cats-are-not-small-dogs/article_a3b5a166-4156-11e7-86e7-23c681f23dc5.html)








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