sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Confira dez mitos e verdades a respeito do comportamento dos gatos

08:51

Quando o assunto são os gatos, facilmente nos lembramos de algumas crenças e vários dizeres populares vêm à nossa cabeça. Quem nunca ouviu dizer que gato não gosta de água ou que gato sempre cai de pé? Mas, será que essas frases têm fundamentos, ou elas simplesmente foram passando de boca em boca até se tornarem mitos populares? 
Confira dez afirmações muito difundidas sobre os gatos e entenda se são verdades ou se não passam de lendas do mundo dos felinos.

"Spielendes Kätzchen" by Loliloli - Own work. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons

Gatos são mais independentes
Verdade. Os gatos são, sim, mais independentes que outros animais de estimação. Diferentemente dos cães, por exemplo, os gatos gostam de brincar e passar o tempo sozinhos, até por conta de seus hábitos noturnos. Entretanto, isso não quer dizer que eles não precisem de atenção, ou de cuidados com saúde e bem-estar. Eles gostam muito de receber carinho e mimos, sendo carinhosos e companheiros. “É muito importante que o dono verifique se o bichano está comendo e bebendo água frequentemente, e mantenha em dia as vacinas e vermifugações”, ressalta a adestradora Joilva Duarte, da equipe Cão Cidadão.

Gatos não podem ser adestrados
Mito. É possível adestrar os felinos e essa prática não prejudica a independência de seu comportamento. Podemos ensiná-los a deixar cortar as unhas, dar banhos, usar coleiras e até sair de casa. E quanto mais novos eles foram, mais fácil será esse processo de adestramento - o que não quer dizer que com os adultos isso não seja possível. O que importa é trabalhar individualmente com as limitações de cada animal. "Sabemos, por exemplo, que não conseguimos a mesma atenção dos gatos como temos dos cães, mas, quando eles ficam interessados, eles participam e interagem - e o melhor ainda: gostam de estar ali", conta Joilva.


Gatos são preguiçosos e não precisam se exercitar
Mito. Os gatos precisam de atividades físicas para evitar complicações na saúde, como a obesidade. Para estimular isso, é ideal que o dono interaja com o animal, seja com bolinhas de papel, corridas ou até mesmo dificultando o acesso do felino à comida, para que ele se exercite mais. 



"Calico Yawn" by Ard0 (Talk - Contribs) - Own work. Licensed under Public Domain via Wikimedia Commons

Gatos não gostam de água
Verdade. Os gatos ainda mantêm algumas características de seus ancestrais e a aversão à água é uma delas. Os antigos gatos selvagens que habitavam a região do Crescente Fértil, entre o leste do Mediterrâneo e o Iraque, estavam acostumados a ambientes extremamente quentes e com pouco acesso à água. Sendo assim, tiravam de seu alimento o líquido de que necessitavam e se higienizavam sozinhos, bebendo apenas pequenas quantidades de água. Até hoje, portanto, os gatos não vêem a água como necessária para se refrescar ou se limpar. Mesmo assim, essa aversão não é unanimidade entre os felinos. Além de espécies que caçam dentro da água, é possível até conhecer gatos domésticos que se divertem com a água do chuveiro ou preferem tomar água corrente da pia, por exemplo.
"Barik tomando agua (8168918630)" by Juanedc from Zaragoza, España - Barik tomando aguaUploaded by juanedc. Licensed under CC BY 2.0 via Wikimedia Commons

Gatos não reconhecem o dono
Mito. Apesar da linguagem corporal dos gatos ser mais discreta que a dos cachorros, os gatos reconhecem, sim, seus donos. Um estudo realizado pela Universidade de Tóquio, e publicado em novembro de 2013, mostrou que os gatos reconhecem a voz dos donos e entendem o que está sendo pedido a eles, mas, às vezes, não obedecem e ignoram o comando. 
Segundo esse mesmo estudo, quando o gato está perto do dono, ele age como um filhote, pede colo, vira a barriga para cima. E isso não acontece com uma pessoa qualquer. De acordo com Kazutaka Shnizuka, co-autora da pesquisa, “estudos anteriores mostram que gatos evoluíram para se comportarem como filhotes (perto de seus donos) e os humanos tratam os gatos de um jeito similar a bebês.  Para formar tais relacionamentos de pai-filho, o reconhecimento de quem é o dono deve ser importante para o gato”.

Gatos se apegam à casa e não ao dono
Mito. Um dos motivos que levam as pessoas a acreditarem nisso é a obsessividade dos felinos por território. Além disso, o fato de serem mais seletivos nas relações com os humanos também faz muita gente a acreditar que os gatos não se apegam às pessoas. O que acontece, na verdade, é que os gatos não costumam gostar de todas as pessoas da casa, mas sempre que escolhem alguém, é porque realmente se importam e se apegam de verdade.

Gatos gostam de viver sozinhos
Mito. Os gatos gostam de interagir com outros animais da sua espécie ou até mesmo com cães. Para uma boa relação dentro de casa, entretanto, eles precisam passar por um processo de adaptação. "Eles convivem bem em grupo, desde que seja feita uma boa socialização", ressalta a adestradora.


Gatos são mais ariscos
Verdade. Ainda que esse não seja o adjetivo mais apropriado, os gatos são, sim, mais reservados. Eles dificilmente se aproximam de estranhos e, talvez, por isso sejam considerados ariscos. Mesmo assim, se o animal for bem socializado, isso pode evitar que ele sinta medo ou desconforto excessivos quando exposto a situações diferentes. 

Gatos são traiçoeiros
Mito. Segundo Joilva, o fato de os felinos não serem submissos e dependentes como os cães talvez faça com que eles sejam estereotipados como traiçoeiros. O que acontece, na verdade, é que eles expressam suas vontades ou seus desejos através de gestos simples e, muitas vezes, os donos não entendem se a reação do animal é positiva ou não. "Durante uma brincadeira, você pode sair mordido e arranhado e, na verdade, essa é uma das demonstrações de que ele gosta da brincadeira", exemplifica.

Gatos sempre caem de pé
Mito. Isso nem sempre acontece, já que eles precisam de uma altura mínima para terem tempo de virar o corpo. Mas, essa altura necessária é de apenas 30 centímetros. Acima disso, o gato já consegue fazer movimentos rápidos, por conta do seu senso de equilíbrio muito apurado. Quando o gato cai, os olhos e os ouvidos internos enviam sinais ao cérebro em relação ao desalinhamento do corpo com o solo. Depois disso, o cérebro envia comandos para os músculos, que corrigem a postura do animal. E isso tudo acontece em frações de segundos. Além disso, como a elasticidade dos ossos dos gatos é apenas um décimo menor que a da borracha, eles têm muitas chances de não se ferirem gravemente com uma queda. 
Entretanto, é muito importante que os donos não deixem seus animais correrem esse risco. "Um cuidado básico para quem tem um gato e mora em um apartamento é a colocação de telas de proteção", explica Joilva. Assim, o dono pode ficar tranquilo de que seu gato vai estar em segurança.




Referências:
Revista Melhor Amigo


Written by

We are Creative Blogger Theme Wavers which provides user friendly, effective and easy to use themes. Each support has free and providing HD support screen casting.

0 comentários:

 

© 2013 Espaço VetZoo. All rights resevered. Designed by Templateism

Back To Top