quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Alergias alimentares nos animais: causas, sintomas e tratamento

11:00

Não são só os seres humanos que sofrem com alergia alimentar. O distúrbio, também denominado hipersensibilidade alimentar ou dermatite trofo-alérgica, acomete cerca de 10% dos cães e gatos dermatopatas e, quando não são diagnosticados com precisão, podem causar grandes problemas.


O que é a alergia alimentar?
Esse distúrbio é uma reação do sistema imunológico, que produz anticorpos contra determinados constituintes dos alimentos, em sua maioria, considerados inofensivos. 

Diferentemente das intolerâncias alimentares, que podem ou não estar associadas ao sistema imunológico, as alergias podem surgir em qualquer idade. Alguns animais tornam-se alérgicos a um tipo de alimento que sempre comeram, enquanto outros mostram sintomas com apenas algumas semanas de vida, porque a reação não ocorre necessariamente contra um novo ingrediente. A partir do momento em que um animal tornar-se sensível a determinada substância, essa sensibilidade se manterá para o resto da vida. 

Os componentes alimentares que causam alergias são quase exclusivamente proteínas, porque são encontradas com frequência nos alimentos para pets (carne bovina, aves, leite etc). Entretanto, não existem grupos de alimentos mais suscetíveis a causar uma reação alérgica, assim como também não existem raças ou espécies que apresentam maior predisposição ao distúrbio.

Quais são os sintomas?
O quadro dermatológico não é muito específico e pode ser similar a sintomas de outras dermatopatias (parasitárias ou bacterianas). Normalmente, o animal apresenta purido (coceiras) nas orelhas, focinhos, patas e cauda, especialmente, além de urticária e vermelhidões. Uma diferença a ser notada, entretanto, é que as alergias alimentares não são sazonais e vêm acompanhadas de sintomas gastrointestinais, que podem ser flatulência, vômito e diarreia. 




Como tratar?
Quando uma alergia alimentar é diagnosticada, o medico veterinário recomendará uma dieta hipoalergência mais adequada ao animal, levando em consideração todos os testes laboratoriais realizados. Se houver necessidade, alguns medicamentos também poderão ser prescritos para o tratamento. 

É muito importante que o animal seja alimentado somente com a dieta recomendada pelo profissional. Não oferecer petiscos, biscoitos, ossos e suplementos vitamínicos sem a indicação do médico veterinário também faz parte do tratamento.


Referências:
http://dermatopet.com.br/
http://tudosobregatos.com.br/
http://www.royalcanindobrasil.com.br/
http://www.purina.pt/
http://www.royalcanin.pt/
Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v. 61, n. 3, p. 598-605, 2009

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