terça-feira, 24 de março de 2015

Ferramenta de diagnóstico agiliza combate à tuberculose bovina

11:35

Um novo teste desenvolvido pela Embrapa vai ampliar a cobertura do diagnóstico da tuberculose bovina em rebanhos de gado leiteiro e de corte. Batizado de Elisa, sigla em inglês para ensaio de imunoadsorção enzimática, o teste sorológico fornece informações adicionais aos métodos tradicionais de detecção, os quais podem fornecer reações falso- positivas e falso-negativas devido às características do bacilo e condições do animal.
Sua eficácia garante o isolamento e abate de bovinos doentes, poupando o restante do rebanho, já que a enfermidade é infectocontagiosa e ainda não tem cura. A ferramenta será eficiente para os serviços oficiais de defesa sanitária e para o produtor rural, com a garantia da sanidade na propriedade. Em fase final de terminação, o Elisa será disponibilizado em breve por meio de uma parceria com a iniciativa privada.
O segredo da maior acurácia é o emprego de partes de três proteínas recombinantes, enquanto o kit comercial em uso possui apenas duas proteínas.
O Elisa foi obtido após tentativas com mais de dez composições em estudos iniciados em 2009 e, em testes a campo, conseguiu identificar bovinos infectados que o produto disponível não havia sinalizado, com 83,2% de sensibilidade e 86,5% de especificidade.
                                                            Dalízia Aguiar

O pesquisador da Embrapa Flábio Ribeiro de Araújo explica que os anticorpos contra as proteínas são produzidos em tempos distintos dependendo do estágio de infecção em bovinos e bubalinos, e o kit Elisa consegue detectar a doença em diferentes níveis. Durante as pesquisas, foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. Outra vantagem é quanto à fabricação, na qual somente um processo de purificação é realizado, reduzindo os custos para a indústria.
A ferramenta de diagnóstico padrão adotada no Brasil, a tuberculinização, é feita por meio do uso de testes de imunidade celular in vivo, mais especificamente provas intradérmicas com PPD (derivado proteico purificado). A tuberculina é injetada sob a pele do animal e após 72 horas efetua-se a leitura da reação inflamatória. O procedimento detecta a chamada resposta imune celular dos animais à infecção por M. bovis. o técnico.

FONTE: Embrapa

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