terça-feira, 26 de novembro de 2013

Animais e pessoas podem não estar livres de vermes

11:48

Este é um questionamento que ronda a cabeça de muitos donos de pets, principalmente os que têm crianças em casa.

Muita gente acha que pelo fato de seus animais serem limpos e passarem a maior parte do tempo dentro de casa, eles estão livres de ter vermes. Estão enganados. Os cães e gatos podem se contaminar de diversas maneiras com vermes e protozoários intestinais que prejudicam a saúde deles e de seus donos.


Os parasitas internos têm várias maneiras de chegar até o intestino dos nossos amigos. A contaminação pode ocorrer após a ingestão de ovos e larvas presentes no ambiente, pela penetração de larvas na pele do animal, através da ingestão de hospedeiros intermediários como pulgas ou pela transmissão da mãe para os filhotes durante a gestação ou amamentação. As espécies de vermes mais comuns em cães e gatos são o Ancylostoma spp, o Toxocara spp e o Dipylidium caninum. A Giardia é um protozoário microscópico que coloniza o intestino e pode ser adquirida após a ingestão de cistos presentes em alimentos ou água contaminados. Esses cistos serem resistentes à maioria dos desinfetantes comuns e sobreviverem por um longo período no ambiente faz com que o controle e a prevenção da giardíase necessitem de muito empenho dos donos. 


Os parasitas intestinais são um risco para a saúde do animal. Eles causam diarreia, vômitos, perda de peso, perda de apetite e até anemia. Os donos dos animais também sofrem com vermes de animais. Três zoonoses bastante comuns são o Bicho Geográfico. A larva Ancylostoma spp penetra na pele da pessoa causando dor, coceira e lesões na pele.

Outra zoonose, a Migrans Visceral, é mais grave. É transmitida pela larva Toxocara spp, que penetra em alguma lesão da pele, cai na circulação sanguínea e pode atingir diferentes orgãos podendo levar a graves problemas. A Giardíase, que também é uma zoonose, pode causar flatulência, dores abdominais e diarreia em humanos.  


O diagnóstico pode ser feito por exames laboratoriais de fezes e o tratamento é feito a base de vermífugos e, em casos mais graves, pode ser necessário associar antibióticos e suporte medicinal e nutricional.  


Por isso, a prevenção ainda é o melhor remédio e com um custo bem mais acessível. Há no mercado medicamentos por via oral, na forma de comprimidos simples, comprimidos palatáveis com sabor agradável aos animais e também na forma de petiscos. Os mais usados são os medicamentos de uso tópico que podem ser aplicados sobre a pele, na região do pescoço do animal eliminando a maioria dos vermes intestinais e mantendo-o protegido de parasitas externos como pulgas, piolhos e carrapatos por 30 dias. No caso do protozoário Giardia, a vacinação anual auxilia muito na prevenção de sintomas severos em caso de infecção, reduz a eliminação de cistos viáveis e, consequentemente, a contaminação do ambiente. Essa vacina, porém, só está disponível para cães.

Como a maioria dos vermes tem parte de seu ciclo no ambiente, alguns cuidados são fundamentais.


  • Não alimente seu pet com carne crua.
  • Lave os comedouros e bebedouros diariamente;
  • Recolha as fezes dos cães durante os passeios e antes de lavar o ambiente para reduzir a contaminação do ambiente
  • Use desinfetantes a base de amônia quaternária ou água sanitária. Eles são eficientes no combate a cistos e ovos destes parasitas para lavar o ambiente e também a caixa sanitária do seu gato (não se esqueça de enxaguar bem com água corrente)
  • Previna pulgas mensalmente. Elas são as transmissoras do verme Dipylidium caninum;
É muito importante vermifugar o animal. A frequência de tratamentos varia de acordo com a região em que se vive. O veterinário deve indicar qual a frequência.

Texto: Fernanda Fragata
Fonte: Época

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