sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imunidade natural à raiva descoberta por cientistas

08:34



Uma equipa de cientistas peruanos e norte-americanos encontrou na região amazónica, em comunidades expostas a morcegos-vampiros, pessoas que desenvolveram uma imunidade natural à raiva, revelou a revista “The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene”.
A descoberta contradiz a ideia convencional que a infecção com hidrofobia é sempre fatal, a menos que se administre imediatamente um antídoto. Os pesquisadores, que estudam habitantes de povoações remotas da Amazónia em risco de contraírem a raiva dos morcegos-vampiros, descobriram que 11 por centos das pessoas examinadas demonstraram evidências de anticorpos à doença.
Entre elas, apenas uma pessoa disse ter sido vacinada, salienta o artigo sobre o trabalho realizado pelo Ministério da Saúde do Peru e pelos Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, sigla em inglês).
“Na grande maioria, os casos de raiva que evoluem para infecções clínicas são fatais”, afirmou Amy Gilbert, do Centro Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes e Zoonóticas dos CDC.
“Isso significa que podem ser desenvolvidos tratamentos eficazes que ajudem a salvar vidas em áreas onde a raiva persiste como causa de morte”, referiu. Os especialistas em raiva calculam que a doença mate 55 mil pessoas ao ano apenas em África e na Ásia e que pode estar em crescimento na China, na ex-União Soviética, no sul de África e nas Américas Central e do Sul. Nos Estados Unidos as mortes humanas por raiva diminuíram ao longo do último século de 100 para uma média de duas por ano graças a uma agressiva campanha de vacinação de animais domésticos.
As autoridades sanitárias em geral recomendam que as pessoas expostas à raiva tomem injecções preventivas que, quando aplicadas rapidamente, são 100 por cento eficazes.
Os cientistas visitaram por duas comunidades – Truenococha e SantaMarta – na Amazónia peruana, onde ao longo das duas últimas décadas se registaram focos de infecções fatais de raiva causadas por mordeduras de morcegos-vampiros. A região é considerada o "reservatório natural" da doença na América Latina.
Os pesquisadores entrevistaram 92 pessoas, 50 das quais tinham sido mordidas por morcegos. Mostras de sangue de 63 indivíduos foram colhidas e sete delas mostraram “anticorpos ao vírus da raiva".
Os especialistas disseram não poder garantir se os anticorpos tinham tido ou não origem na exposição ao vírus em níveis insuficientes para produzir a doença, mas que acham que a evidência “sugere que a exposição não é invariavelmente letal para os humanos”.
Na região onde se realizou o estudo, os morcegos-vampiros, que vivem do sangue dos mamíferos, saem à noite regularmente, mas preferem alimentar-se de gado.
Mas quando não têm essa fonte de alimento, procuram alimentar-se de humanos. Podem utilizar os dentes extremamente afiados e o anticoagulante presente naturalmente na saliva, conhecido apropriadamente por draculin”, para se alimentarem das pessoas enquanto dormem, sem as despertar.


Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao

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