quarta-feira, 11 de julho de 2012

Como mudar de casa com o cão

09:17


Foto: Dressirovka
"Fulano está perdido como cachorro em dia de mudança". Todo mundo já ouviu alguma vez essa frase, muito antiga mas que infelizmente continua atual. Pois bem, façamos nossa parte para que, se e quando você mudar de casa com seu cão, dê tudo certo, ele continue tranquilo e feliz (sem se perder!) e essa tal frase se torne tão obsoleta quanto "pena que sua televisão não seja em cores".

Mudanças de casa já implicam tantos detalhes — caixas, data, caixas, orçamentos, caixas, caminhão, mais caixas — que não custa nada colocarmos mais um, e dos mais prazerosos: a atenção ao canino, começando pelo menos quatro semanas antes do dia da mudança. Coloque em dia a vacinação e medicação do bicho, tendo os dados para informar o veterinário da nova vizinhança. Atualize os dados do registro no CCZ e/ou microchip e coleira do bicho (telefone, endereço etc.). E dê uma boa treinada nos comandos de obediência do cão para ele se comportar direitinho antes, durante e depois da mudança e para mantê-lo ativo; quanto menos sedentário, mais facilmente ele se adapta a novos ambientes.


Ao verificar a nova casa, atente para três detalhes em especial: assoalhos de madeira são ótimos para esconder pulgas já existentes; verifique se muros e cercas não têm buracos ou frestas por onde o cão possa resolver se enfiar e acabar sumindo, e entre em acordo com síndicos e proprietários do imóvel quanto a receberem o novo vizinho peludo.

Se a nova casa for perto da antiga, leve seu companheiro de morada para conhecê-la também, de modo a torná-la menos "nova" e mais familiar quando chegar o grande dia da mudança. Se o novo lar é longe, providencie caixa de transporte para o canino e verifique hotéis e pousadas — como sempre digo, nem todas aceitam hóspedes muito mais peludos que Tony Ramos — bem como condições para levar o bicho de avião, se for o caso, ou de ônibus ou trem, se possível (caso a companhia não permita transporte de animais). Já falamos em outro texto sobre como preparar o cão para viagens longas.

Durante a mudança

É aconselhável deixar o canino no transporte (se ele aceitar isso docilmente), com algum amigo ou em um hotelzinho para poder coordenar melhor o carregamento e descarregamento da mudança e para o cão não se estressar nem atrapalhar — não conheço ninguém que goste que um cachorro vindo cheirar as pernas das pessoas justamente quando elas estiverem carregando um piano escada acima, sem falar no risco de o piano cair em cima dele com resultados menos engraçados que nos desenhos do Pernalonga ou do Pica-Pau. Se ele ficar com você durante a mudança, não se esqueça de fechar bem portas e portões para evitar que ele, inquieto com toda a movimentação, fuja — sim, não poderia ser outra a origem da já citada expressão "perdido como cachorro em dia de mudança".

Na nova casa

Para minimizar possíveis traumas causados pela mudança, lembre-se de que o melhor amigo do ser humano merece atenção especial: procure começar a mudança pelos "móveis" e pertences dele. Coloque a caminha, casinha, pratos de água e ração (cheios!), brinquedos e outros pertences do cão em locais os mais parecidos possíveis com os da casa antiga. Ver e farejar objetos que o cão conhece e ama (uma camisa ou calça usadas pelo dono, por exemplo) já ajudarão a reduzir a ansiedade de um novo ambiente. Procure também manter os mesmos horários de passeio, escovação, exercícios etc. de quando o cão morava na outra casa.

Para os humanos, o normal é mudar de casa durante o fim de semana e na segunda-feira seguir a vida normalmente, indo para o trabalho ou a escola. Será ideal se, nos primeiros dias após a mudança, o dono ou pelo menos um dos donos puder ficar com o cão, para lhe dar a segurança da companhia de alguém que ele conhece e minimizar sua estranheza com o novo ambiente.

Se o bicho ficar realmente nervoso com a ideia de mudar ou o novo ambiente, talvez precise ser acalmado com essência de lavanda, florais de Bach ou até um calmante alopático — mas não se esqueça de ir ao veterinário antes de correr para a farmácia.

Enfim, cada peludo é um peludo, e alguns se adaptam a novos ambientes mais facilmente e rapidamente que outros. Em todo caso, dentro de no máximo um mês o canino, deverá estar feliz da vida, adaptado ao novo lar, amigo da nova vizinhança.

Texto: Ayrton Mugnaini Jr.

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