segunda-feira, 23 de abril de 2012

Saiba como cuidar de cães que sofrem de ansiedade da separação

11:18



Existe um problema muito comum no mundo dos animais domésticos denominado pelos especialistas como ansiedade de separação.

Beautiful dog on bricks public domain pictures
Beautiful dog on bricks (public domain picture)
Sabe quando o cachorro come todos os chinelos, rasga o papel higiênico ou até fica sem comer quando o tutor não está em casa? Pois então, é disso que estamos falando. “A ansiedade de separação é muito comum hoje em dia e ocorre quando a pessoa à qual o animal é mais apegado não está presente, seja porque saiu de casa ou até está na residência, mas o acesso até o local não é permitido ao bichinho”, conta a veterinária especialista em comporta- mento animal Ana Paula Guerra.
A gerente de marketing Mavye Padovini conhece bem esse probleminha. Um dia, ao chegar em casa após o trabalho, teve uma surpresinha. Sua coleção de revistas que ficava em uma prateleira na sala não estava mais lá.


Seu schnauzer, Paulo Cézar, 3 anos, havia carregado todas as publicações para a cama de sua tutora e picotado uma por uma. “Era uma nuvem de picote. A situação era tão absurda e já havia passado um tempo que ele tinha feito a arte. Não adiantava fazer nada, eu e meu marido só conseguimos rir”, lembra e lamenta.

E essa não foi a primeira e nem a última vez que o schnauzer aprontou uma dessas. Ele já mastigou sete pares de sapato de uma vez, entre outras coisas.

Ana Paula explica que esse tipo de comportamento pode se manifestar de diversas maneiras (veja o quadro abaixo). Como as manifestações só ocorrem quando o animal está sozinho, ela sugere que os proprietários, ao notarem que algo está errado com o pet, façam uma gravação de vídeo ou áudio para saber o que se passa na ausência deles. Mas ela diz que fica mais difícil perceber que o bichinho está com problemas quando a ansiedade se manifesta de uma maneira depressiva. O animal fica amoado, deixa de comer e não provoca nenhuma alteração no ambiente. “De toda forma, independentemente do tipo de reação, um problema de saúde deve ser excluído por um veterinário”, aconselha Ana Paula.

Em todos os casos, o proprietário precisa tentar solucionar a questão o quanto antes, já que a ansiedade da separação é um problema que tende a piorar com o passar do tempo. “Na verdade, não existem truques, o que deve ser feito é ensinar o cachorro a ser mais independente e não ficar tão grudado ao tutor o tempo todo. Ensinar brincadeiras nas quais ele possa se divertir e passar o tempo sozinho, dessensibilizar a saída do tutor, evitando que isso se torne um fato traumático com grandes despedidas, e evitar também que o reencontro seja um evento megaespetacular”, conta. Portanto, ao entrar em casa, o tutor deve ignorar o cão até que ele se acalme – o que nem sempre é fácil.

Tipos de comportamento:



  • Destrutivo – o bicho arranha a porta por onde o proprietário saiu e rasga objetos pessoais da pessoa
  • Vocalizado – o cachorro se manifesta por meio de latidos e uivos
  • De excreção – o cachorro passa a fazer xixi e fezes pela casa
  • Depressivo – o pet fica bastante amoado, não se levanta, não brinca, e nem come


Dicas para amenizar o problema:
  • Aumentar bastante a atividade física do animal, com exercícios diários;
  • Deixar a televisão ou o rádio ligado;
  • Em alguns casos, contratar uma babá para cães ou deixar o animal em um day care para que ele brinque e se distraia;
  • Incentivar o comportamento independente desde filhote;
  • Ter uma cama própria do animal, mesmo que ele durma no seu quarto;
  • Usar brinquedos interativos, aqueles que ele brinca sozinho, como o que o incentiva a tirar petiscos de uma garrafa pet, por exemplo;
  • Em casos graves, procurar por ajuda profissional, de veterinários ou especialistas em comportamento animal.



Fonte: Diário de São Paulo
Por Camila Turtelli

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