quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cresce consumo de rações para animais domésticos

16:48



O desenvolvimento da industrialização dos alimentos, ainda na década de 70, nos Estados Unidos e na Europa, provocaram mudanças nos hábitos alimentares dos humanos e, consequentemente, dos animais. As modificações no estilo de vida da população residente, principalmente, nos grandes centros urbanos, foram responsáveis pelas alterações nos padrões alimentares e no modo de comer.
Em busca da praticidade, as famílias deixaram de realizar suas refeições em casa e passaram a fazê-las de forma rápida e geralmente na rua. Se, por um lado, as famílias estão ingerindo comidas prontas, não existem mais sobras para alimentar os animais de estimação, como era feito antes. Diante desta realidade, a indústria de fabricação de alimentos para animais também tem dado sua contribuição no que se refere à praticidade.
Estima-se que, neste ano, 48 milhões de toneladas de pet food sejam produzidas no Brasil. Devido à importância do setor, nos dias 8 e 9 de maio será apresentada uma plataforma de negócios, exclusiva para indústria de ração, durante a Expo Pet Food, no Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo. Além da feira, os profissionais do setor terão a oportunidade de promover o intercâmbio de conhecimento durante o 11º Congresso Internacional de Graxarias, do Sindicato Nacional dos Coletores e Beneficiadores de Subprodutos de Origem Animal (Sincobesp), o IV Congresso e o XI Simpósio sobre Nutrição de Animais de Estimação, que abordarão as últimas tendências do setor.


Líder no consumo
 
No Ceará, estão instaladas três fábricas de rações para animais de pequeno porte: a Guabi, a Fri-Ribe e a Integral Mix. Mensalmente, no Estado, são consumidas cerca de 700 toneladas de ração. Fortaleza e Região Metropolitana são responsáveis pela comercialização de aproximadamente 300 toneladas. Depois delas, a região do Cariri é onde o consumo é maior.
De acordo com o gerente industrial da Guabi, Rogério César da Silva Felipe, o Estado tem bom potencial de crescimento para o consumo de produtos industrializados para animais. "Se a gente analisar o cenário nacional, o Ceará é um dos Estados que mais cresce no consumo desses produtos. Somos um dos maiores nesse tipo de consumo no Nordeste", afirma.
Há cerca de 16 anos, o mercado consumidor de alimentos para animais vem se expandindo na região do Cariri. Atualmente, é possível encontrar rações de todas as marcas e tipos, desde as mais comuns, feitas à base de subprodutos derivados de carne e cereais, até as super premium, que têm em sua composição produtos de primeira categoria, como carnes. A variação de preços depende das marcas e do tipo de alimentação, que podem ser pastosas, semi úmidas ou semi secas. Elas são subdivididas por porte, idade e raça.
O quilo de ração chega a custar entre R$ 8 e R$ 45. Ainda existem a rações específicas para o tratamento de doenças, como problemas renais, hepáticos e alérgicos. Além das desenvolvidas especialmente para animais idosos, obesos ou diabéticos, onde há uma variação de proteínas, minerais e de medicamentos que podem ser adicionados.
Com a entrada de algumas marcas importadas de alimentos para animais no mercado brasileiro, as necessidades nutricionais mudaram. É comum encontrar em algumas rações proteínas de origem animal, vegetal, cálcio, fósforo e melhor palatabilidade. A boa alimentação provoca mudanças visíveis no comportamento, no brilho e crescimento do pelo ou até no reflexo dos olhos dos animais.
A procura por rações ampliou também o número de estabelecimentos comerciais que vendem o produto. Apenas em Fortaleza, são aproximadamente 420 lojas que revendem esse tipo de alimento. Hoje, é possível encontrar rações para animais de pequeno porte em mercearias, atacados, clinicas veterinárias, pet shops mercantis e supermercados. O cliente pode comprá-las em pequenas ou grandes quantidades. A demanda é crescente. Mas, segundo os médicos veterinários, é preciso tomar cuidados na hora de adquirir os alimentos para os animais.
A propagação do número de estabelecimentos que ofertam as rações ampliaram os riscos de aparecimento de infecções intestinais e de viroses, entre outras doenças. Segundo os especialistas, 90% das infecções intestinais em cães e gatos está relacionada à falta de critérios na compra de rações a granel. Apenas em uma clínica veterinária de Juazeiro do Norte, 95% dos clientes alimentam seus animais com rações. Entretanto, somente 5% deles compram o alimento embalado. "A gente vem tentando conscientizar os criadores para que eles adquiram o melhor para a nutrição dos animais. Eles podem conseguir isso comprando rações empacotadas", diz o veterinário Herivelto Bezerra.

Fique por dentro 
Vendas de rações têm alta de 4,2% no PaísCom o crescimento da demanda por alimentação Pet Food, a indústria nacional do setor faturou, apenas no ano passado, o equivalente a R$ 4 bilhões. Segundo as estimativas do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), os volumes comercializados em 2011 alcançaram crescimento de 4,2% em relação ao ano anterior.
A queda do valor do milho e da soja, além do aumento da exportação da carne foram fortes colaboradores para o desenvolvimento do setor, que investe em novas tecnologias e no incremento de matéria-prima para produção de ração e tratamentos especiais para a alimentação de animais de estimação.

Fonte: diariodonordeste.globo.com

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