segunda-feira, 19 de março de 2012

Diagnosticar com recurso à tecnologia

10:39

O médico veterinário tem cada vez mais meios auxiliares de diagnóstico à sua disposição. Contudo, a decisão de qual ou quais adquirir para o seu centro de atendimento médico-veterinário (CAMV) nem sempre é fácil. No momento de decidir, quando os recursos são escassos, há que pensar, por exemplo, em dicotomias como preço/benefício ou se está em questão uma clínica de “bairro” ou um hospital.

Há ainda outra questão que não deve ser descurada, não negando as mais-valias dos avanços tecnológicos: não se estará a sobrevalorizar a sua utilização em determinadas situações? Perante estes cenário, há que encontrar a solução que melhor se adequada a cada caso.

«À semelhança do que acontece na medicina humana, o desenvolvimento tecnológico dos meios de diagnóstico na medicina veterinária é uma mais-valia, pois cada vez mais o animal de companhia é considerado pelo seu proprietário como um elemento da família, que tem os mesmos direitos em termos de saúde e bem-estar que têm os outros elementos do lar, pelo que as exigências por parte dos seus proprietários são cada vez maiores», refere Carlos Melo Cabral, da B. Braun Portugal. E, por outro lado, «o veterinário, como médico e cientista que é, necessita de respostas e de meios de diagnóstico que lhe permitam desenvolver e exercera sua actividade da melhor forma possível», acrescenta.


Carlos Melo Cabral refere alguns dos equipamentos disponíveis no mercado: microscópio, aparelho de análises clínicas, raios X, aparelho de anestesia volátil; monitores de sinais vitais (multiparamétricos, capnógrafos, pulsioxímetros), concentradores de oxigénio, aquecedores de soro e sangue, bombas infusoras, bombas perfusoras, motores cirúrgicos (eléctricos e pneumáticos), bisturi eléctrico, unidades de cuidados intensivos para oxigenoterapia, doppler, electrocardiografo, oftalmoscópio, autoclave, destartarizador, tonómetro, tomografia axial computorizada (TAC), ressonância magnética, etc.

Para este responsável, a tecnologia necessária poderá depender se se está perante hospitais, clínicas ou consultórios. Por exemplo, nestes últimos «são exercidos actos médico-veterinários que dispensam grandes meios de diagnóstico, sendo que normalmente apenas são necessários meios simples para que seja realizado o exame do estado geral do animal, nomeadamente, balança, termómetro, estetoscópio, oftalmoscópio, otoscópio e microscópio».

Quanto ao futuro, salienta que a «ressonância magnética existe há dois meses na Grande Lisboa e os raios X digitais são a tendência de futuro, pois os líquidos de revelação vão ser retirados do mercado».

A Fujifilm «dedica-se à melhoria contínua dos produtos actuais», assim como «planeia lançar novos produtos que, por se encontrarem em fase final de desenvolvimento, serão brevemente divulgados», revela o Business Unit Manager Medical Systems da Fujifilm Portugal.

Para Pedro Mesquita, os avanços em termos tecnológicos dos meios de diagnóstico «têm como objectivo final dotar o médico veterinário de maior segurança, comodidade e rapidez na obtenção de um diagnóstico, sem prejuízo ao meio ambiente, e ainda com a consequente melhoria dos cuidados prestados a nível de eficiência, qualidade e prestígio».

Na verdade, o responsável garante que na Fujifilm «acreditamos que a obtenção de um diagnóstico completo e imediato é fundamental na fidelização de clientes, o que pode ser conseguido através da preciosa ajuda de não apenas um, mas de diversos equipamentos, nomeadamente sistemas digitais para a radiologia, bioquímica, hematologia».


Fonte: veterinaria-atual.pt

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