terça-feira, 13 de março de 2012

Cães com calazar antes da eutanásia

09:51

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea. Os sintomas mais visíveis aos donos de animais são as feridas na pele e o emagrecimento acentuado. Porém, os proprietários mais atentos perceberão que o animal está diferente (abatido, fraco), sem apetite, com as mucosas pálidas (anemia), com volume abdominal aumentado e, às vezes, apresentando um aumento exagerado do tamanho das unhas. O uso da coleira impregnada com Deltrametrina a 4%, recomendada pela Organização Mundial de Saúde, diminui o risco de infecção do cão pela doença. Limpeza dos quintais para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença também reduz o risco de contaminação.

Foto:Lionel Falcon
Como se sente um cão com calazar que será sacrificado?


O Brasil é o único País que ainda usa a eutanásia como forma de combater o calazar. No entanto, o método é considerado ineficaz pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conforme dados divulgados pelo Brasileish, associação científica que reúne médicos veterinários para o estudo da doença em animais. Na Europa, os cães não são eutanasiados, mas tratados.

O veterinário Ricardo Henz, da Clínica São Francisco, também membro do Brasileish, explicou que duas perguntas são essenciais sobre esta zoonose: é seguro tratar? O animal continua sendo um risco para o ambiente? Em resposta, ele afirmou que, no caso da leishmaniose visceral, a conclusão é a mesma tanto para cães como para seres humanos.

Ainda não existe cura parasitológica. Ou seja, não é possível a eliminação total do parasita da doença, a leishmânia, nos organismos. Porém é possível a cura clínica, com o tratamento tanto nos cães como nos seres humanos. Neste caso, elimina-se a doença ativa.

O organismo pode até continuar com a leishmânia na corrente sanguínea, mas não é reservatório da doença ao ponto do vetor, o mosquito flebótomo, se contaminar e levar o parasita para o ambiente. Sem tratamento, tanto cães como pessoas são reservatórios da enfermidade no ambiente.

No entanto, o alto custo do tratamento inviabiliza o procedimento entre famílias de baixa renda, restando apenas o sacrifício dos cães doentes.

No Brasil, cerca de 80 mil cães são sacrificados por ano nos Centros de Zoonoses em decorrência do calazar. "Mesmo realizando meu trabalho com muito amor, ainda assim há uma profunda tristeza ao ver a situação dos animais que fotografo. Em Fortaleza, a situação é muito mais triste, pois muitos cães são entregues ao CCZ já em estado deplorável devido ao avanço da doença", afirma Lionel Falcon.

Fonte: diariodonordeste.globo.com

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