segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quebra cromossómica ligada ao cancro canino tem implicações na doença em humanos

12:08

Cientistas da North Carolina State University, nos EUA, descobriram evidências de que a evolução da quebra cromossómica está associada ao desenvolvimento do cancro canino, avança o portal ISaúde.

Os resultados sugerem que o mapeamento destas regiões "frágeis" em cães também pode ter implicações para a descoberta e o tratamento de cancros humanos.

Quando novas espécies evoluem, deixam evidências genéticas para trás em forma de regiões de quebra cromossómica. Essas regiões são locais no genoma onde os cromossomas se dividiram durante a especiação (quando novas espécies de cães se desenvolveram).



O professor de genómica, Matthew Breen, e o aluno de graduação Shannon Becker olharam para as regiões de quebra cromossómica que ocorreram quando espécies de cães se diferenciaram durante a evolução.

Eles compararam os genomas de várias espécies silvestres com cães domésticos. Sobrepondo os genomas, eles encontraram pontos de quebra compartilhados entre 11 diferentes espécies de canídeos – as chamadas regiões de quebras cromossómicas evolutivas.

Segundo os investigadores, o interessante sobre as áreas no cromossoma dos cães é que elas são as mesmas regiões associadas com quebras cromossómicas em cancros que ocorrem espontaneamente. "É possível que o rearranjo de cromossomas que ocorreu quando estas espécies se diferenciaram de outras criou regiões instáveis no cromossoma, e é por isso que estas regiões estão associadas ao cancro", explica Breen.

À medida que as espécies evoluem, a informação genética codificada nos cromossomas pode ser reestruturada – resultando em espécies estreitamente relacionadas com genomas organizados de forma diferente. "Em alguns casos, espécies adquirem cromossomas extras, chamado de cromossomas B. Olhamos para esses cromossomas B em três espécies de cães e descobrimos que eles abrigam vários genes associados ao cancro", revela Becker.

Segundo os cientistas, o trabalho contribui para a crescente evidência de que existe uma associação entre o cancro, a instabilidade genómica e o rearranjo genómico durante a evolução. "A presença de agrupamentos de genes associados ao cancro nos cromossomas B dos cães sugere que, embora inertes, anteriormente esses cromossomas podem ter desempenhado um papel no sequestro de cópias em excesso desses genes que foram geradas durante a especiação", acrescenta Breen.

A equipa espera agora determinar se esses genes estão activos ou se são armazenados inertes. Eles acreditam que a informação pode fornecer novas ferramentas de detecção e tratamento do cancro em seres humanos.


Fonte: POP

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