sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vigilância sanitária russa quer cooperação com o Brasil

11:30

Uma missão de especialistas em fiscalização veterinária da Rússia deverá se deslocar, em breve, ao Brasil para inspecionar o sistema local de controle de produtos de origem animal destinados à exportação para a Rússia e a prática de uso de substâncias estimulantes do crescimento e antibióticos na produção de carne nesse país.

A visita está prevista para o final de outubro, início de novembro. Como disse, em entrevista à Gazeta Russa, uma fonte do Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia, o principal objetivo da missão é estudar a experiência da coordenação dos trabalhos entre os serviços de fiscalização fitossanitária regionais e o serviço federal.


Ainda de acordo com a fonte contatada, o lado russo recebe as garantias da qualidade do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Brasil, enquanto o controle direto sobre a operação das empresas está a cargo das autoridades regionais. Nessas circunstâncias, ao Rússia quer saber se o sistema de fiscalização brasileiro é capaz de garantir os interesse dos consumidores russos e está de acordo com as normas da União Européia seguidas pela Rússia. A missão pretende inspecionar seletivamente empresas fornecedoras de carne ao mercado russo.


De acordo com várias agências de notícias russas, com base nos resultados da inspeção, a Vigilância Sanitária russa poderá proibir a importação de carne suína brasileira em que tenha sido detectada a presença de ractopamina, substância promotora do crescimento de suínos vivos.
Segundo a fonte contatada, esse preparado é proibido para o uso na agricultura na Rússia e pode representar um perigo para a saúde do consumidor nacional. Além disso, vários países da UE já proibiram a importação de carne produzida com o uso desse medicamento.
As inspeções no Brasil poderão resultar no embargo às importações de carne produzida pelas empresas que utilizam a ractopamina.
“Atualmente, estamos harmonizando a legislação veterinária russa com a européia, o que nos obriga a prestar atenção a esse problema, disse, em declarações à agência de notícias Interfax, o diretor do Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Serguêi Dánkvert.
“Antes, era difícil detectar esse aditivo devido à falta de técnicas de detecção, agora temos uma tecnologia adequada. No último verão, restringimos a importação de carne proveniente das empresas brasileiras que não observam as normas veterinárias russas. Agora pretendemos aumentar o controle sobre os produtores de carne suína que utilizam a ractopamina”, salientou Serguêi Dánkvert.
Fonte: Gazeta Russa

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