quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ONG reforça combate ao tráfico

11:53

Se na contramão do tráfico de animais, moradores do Recife (PE) se mobilizam para alimentar mais de 500 animais apreendidos no Estado (veja matéria), hoje, no Dia Mundial das Aves, mais que comemoração, é necessária a conscientização do papel que elas exercem no Meio Ambiente (além de colori-lo e torná-lo musical).

A ONG SOS Fauna, que há 22 anos lida com os problemas relacionados ao tráfico de aves silvestres no Brasil, reforça que este é um período crítico para esses animais, sobretudo os papagaios. E qualquer ajuda e/ou denúncia é para lá de bem-vinda.

A maior parte dessas aves vem da região Centro Oeste do Brasil, principalmente do Estado de Mato Grosso do Sul. Em setembro e principalmente neste mês é tempo de nascimento do Amazona Aestiva, popularmente conhecido como papagaio-verdadeiro, que tem ampla distribuição no Cerrado brasileiro.

Só para se ter uma ideia, desde 10 de setembro já foram apreendidos nas estradas que ligam o Centro Oeste à Capital paulista exatos 1.369 filhotes da espécie, em sete ocorrências.

Para Marcelo Pavlenco Rocha, presidente da ONG, um dos maiores problemas é a reincidência neste tipo de crime. Isso porque a lei de crimes ambientais, de 1998, abrandou as penas e considerou como delitos de menor potencial ofensivo os relacionados ao tráfico de espécimes nativas.

Resultado: criou-se a possibilidade de transacionar com a Justiça ao invés de os infratores serem processados e condenados por isso. Tal fato, infelizmente, estimula esta atividade criminosa, reforça a ONG.

Juliana Machado Ferreira, bióloga doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), alerta ainda que nas apreensões realizadas nos primeiros dias de setembro foram encontradas apenas espécies com menos de 10 dias de vida.

Ou seja, não está havendo na natureza o ciclo da vida e as populações nativas podem estar envelhecendo sem que haja a renovação. No futuro, isso poderá acarretar a diminuição das populações nativas e até mesmo sua extinção.

“Apesar de não haver nenhum estudo científico a respeito é algo que mereceria muito mais atenção do poder público, para que não haja risco aos ecossistemas habitados por esta espécie”, salienta Juliana Ferreira.

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