terça-feira, 27 de setembro de 2011

Estudo da UFMG alerta para cães infectados por leishmaniose

13:24

Com o pequeno cãozinho Flash, um boxer branco de olhar inocente, jeito preguiçoso e seis meses de vida, numa das mãos, o estudante de veterinária Jorge Antônio (nome fictício), de 22 anos, não podia acreditar que um animal tão indefeso precisaria ser morto. Contaminado pela leishmaniose, o mascote não tem salvação, a não ser a injeção letal, de acordo com normas técnicas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso para não se tornar um foco de transmissão da doença, que já atacou 45 pessoas e matou cinco neste ano em BH. 

Jorge tomou uma decisão controversa. Escondeu o bicho num sítio da Grande BH, onde ainda é uma ameaça. “Fiz vários exames. Deram positivo. Comecei um tratamento e ele ainda não apresentou muitos sintomas da doença. Apenas o pelo caiu”, conta. O diagnóstico negativo, que faz a felicidade de outros donos que não querem passar por pesadelos como o de Jorge, contudo, pode ser uma falsa sensação de alívio. Segundo estudo do laboratório de epidemiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o número de animais infectados na capital pode ser mais de 50% superior ao que detecta a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).

Com métodos mais eficientes, em teste feito em 2008 com 1.443 animais, o laboratório conseguiu atestar que 356 animais tinham a infecção, enquanto a secretaria identificou apenas 230 cães. Um índice 55% superior e que, de acordo com os pesquisadores, se repetiria todas as vezes, em razão similar, sempre que os dois testes fossem comparados.

Fonte: Estado de Minas

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