quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Produção de alimentos para cães e gatos cresce no Brasil" - Carla Matsu

09:23

Em 2010, produção de rações para cães e gatos aumentou 7%. No total, indústria do setor registrou um incremento de 5,3% em relação ao ano anterior.


A indústria de ração no Brasil tem bons motivos para comemorar sua recente produção. Em 2010, o País registrou um incremento de 5,3% em relação ao ano anterior. No total, de janeiro a dezembro, foram produzidas 61,4 milhões de toneladas de rações de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), o principal representante do setor de ingredientes e suplementos e rações para animais.


Esse resultado também representa números grandiosos para a economia. Durante o mesmo período, cerca de R$ 33 bilhões foram movimentados somente em matérias-primas, excluindo aí os custos com embalagens, frete e margens. Mesmo diante de uma economia global ameaçada por mais um ciclo inflacionário, produtores pecuários mantiveram os investimentos na produção por meio de soluções tecnológicas contemporâneas, como, por exemplo, o uso de aditivos alimentares.

Além do acréscimo na produção de alimentos para a avicultura, suinocultura e bovinocultura, em 2010 houve também aumento de 7% na produção de alimentos completos para cães e gatos, totalizando um pouco mais de dois milhões de toneladas. Os números representam uma realidade brasileira, já que pesquisas apontam que 44% dos lares no País têm animais de companhia. No entanto, apenas 45% da população de cães e gatos do Brasil se alimenta de produtos industrializados, já que a pesada carga tributária que os onera beira os 50% e continua a prejudicar o acesso de milhões de compradores à linha de consumo.


Na opinião do vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, em 2011, os preços das rações podem continuar pressionados devido a certos fatores. O hipotético prejuízo decorrente da ação das chuvas na colheita e transporte das safras de soja no Brasil e na Argentina é somente um deles. A demanda da China e o crescimento de sua importação de milho e as previsões alarmistas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para uma explosão demográfica e de consumo crescente até 2050 também contribuem neste contexto.
O Sindirações avalia que produção brasileira de rações ao longo de 2011 vai depender principalmente do crescimento das indústrias produtoras de aves e suínos influenciadas pelo desempenho das exportações, uma vez que o mercado doméstico apresenta níveis de consumo de carnes bastante semelhantes aos dos países desenvolvidos. “O setor de alimentação animal é bastante influenciado pelas decisões e capacidade de compra do consumidor e suas exigências em relação ao suprimento e segurança dos alimentos”, garante Zani.

Fonte: Sou Agro

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